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Comissão Organizadora do Fórum Mineiro define calendário de reuniões para 2010

postado em 24/12/2009 05:45 por Coletivo de Entidades Negras do Estado de Minas Gerais   [ 05/01/2010 12:01 atualizado‎(s)‎ ]

23/12/09
 
Integrantes da Comissão Organizadora do Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana se reuniram no Sindicato dos Jornalistas, em Belo Horizonte/MG, para avaliarem o lançamento do Fórum, no último dia 10 de dezembro, na Assembléia Legislativa, e definirem o calendário de reuniões para o ano de 2010.
 
 
 
 
A Doné Sandra de Vondun Jó sugeriu a data de 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, para ser oficializada como data do culto oficial da religiosidade de matriz africana, com o que não concordaram os presentes, que preferem uma data mais significativa com os cultos e divindades africanas.
 
Durante o lançamento do Fórum, um dos coordenadores de religiosidade de matriz africana da região metropolitana do Vale do Aço do CEN-MG, Tat'Etu Kamunan, de Ipatinga, sugeriu que a data estadual para o culto oficial da religiosidade de matriz africana fosse 27 de fevereiro, reportando-se à derrubada do Terreiro Oyá Onipó Neto, em Salvador/BA.
 
A Coordenadora Estadual do CEN-MG, Dikota Djanganga, foi questionada sobre sua atuação na coordenação do Fórum, tendo ela esclarecido que foi do Coletivo de Entidades Negras do Estado de Minas Gerais a iniciativa de abrir espaço no Estado para o lançamento do Fórum Mineiro, uma vez que havia uma grande resistência de alguns movimentos, mas que sua participação, a partir do lançamento, se limitará à Câmara Temática de Meio Ambiente, trabalhando com a implentação de Agendas 21, e que caberá, a partir de então, às sacerdotizas e sacerdotes integrantes da Comissão Organizadora, o caminho que o Fórum irá percorrer.
 
Na oportunidade, Dikota Djanganga informou que o CEN-MG estará iniciando a implementação de um projeto de sua Coordenação da Juventude LGBT Negra, de autoria de Cristiano Batista, no Ilê Axé Odé Omila, do Doté Anderson d'Logun Edé, que afirmou estar bastante entusiasmado com a idéia do trabalho estar sendo iniciado em sua Casa, e que seus filhos estarão empenhados em participar das atividades do projeto. Mãe Teresa D'Oxum, da Associação Espírita Pai Caetano, de Contagem/MG, estará participando da iniciativa.
 
Sérgio Yorotaman, Coordenador Estadual do Conselho Nacional da Umbanda do Brasil participou da reunião, e estará trazendo a Umbanda para dialogar no Fórum Mineiro.
 
A Comissão Organizadora definiu a próxima reunião do Fórum Mineiro para o dia 15 de janeiro de 2010, à noite, e que as próximas reuniões acontecerão nas últimas sextas-feiras de cada mês, no horário noturno, para estimular a participação dos religiosos após o horário de trabalho.
 
 

Nações de matriz africana unidas pela religiosidade

postado em 17/12/2009 08:27 por Coletivo de Entidades Negras do Estado de Minas Gerais   [ 17/12/2009 09:09 atualizado‎(s)‎ ]

16/12/2009
 

    Audiência. Representantes de diversas bandeiras do candomblé e umbanda de  Minas, durante a criação do fórum, na última quinta. Foto de Willian Dias/ALMG.

Magazine » Blequitute
Entidade. Fórum pretende, entre outras diretrizes, combater o preconceito religioso

Nações de matriz africana unidas pela religiosidade
fabiano chaves
 
Representantes de bandeiras do candomblé e da umbanda de Minas Gerais lançaram, na última quinta-feira, o Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana.  Na ocasião, foi apresentada a Carta de Minas Gerais, com algumas reivindicações e os objetivos que o fórum pretende implantar.
"O fórum é um espaço para discussões políticas das religiões de matriz africana. Observamos, por exemplo, um forte preconceito contra a religiosidade africana, e o combate a esse tipo de discriminação é uma de nossas diretrizes", diz Dikota Djanganga, coordenadora estadual do Coletivo de Entidades Negras de Minas Gerais (CEN/MG).

Segundo ela, outra questão importante que o fórum vai agregar em suas ações e reivindicações está relacionado à educação nas escolas, no sentido de cobrar o ensino da cultura e da religiosidade africana no currículo escolar. "Isso já se tornou lei, mas não foi discutido de que maneira esse ensinamento será transmitido. Para tanto, é preciso a experiência de vivenciadores para transmitir o conhecimento", avalia.

Sandra Bossio, diretora do Centro pela Mobilização Nacional e representante jurídica do CEN/MG, diz que o ensinamento da cultura e religiosidade de matriz africana nas escolas é uma questão fundamental que o fórum pretende trabalhar.

"A aplicação da lei não acontece, pois os professores não estão capacitados para transmitir a história da cultura e da religião. Há também a questão da intolerância. Existem educadores e diretores de escolas evangélicos que se negam a implementar a questão na grade curricular", afirma.

Um ponto positivo que Dikota Djanganga destaca na audiência de criação do fórum foi a grande participação de diversas bandeiras do candomblé e umbanda. "Fiquei muito feliz com a presença de diversos representantes. Tivemos a participação de gente do interior, o que demonstra uma forte intenção em reunir forças", avalia.

De acordo com ela, uma reunião já está agendada para a última semana do ano, para discutir ações e traçar estratégias e planejamentos para o próximo ano.

A coordenadora estadual do CEN/MG afirma que o Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana será coordenado por representantes sacerdotais de todas as bandeiras e nações participantes. "O fórum é um espaço democrático, onde todos terão uma participação efetiva", conclui.

Alguns objetivos

Combate à intolerância religiosa
Fomento à construção e implementação de políticas públicas
Mapeamento das comunidades tradicionais de religiosidade africana de Minas Gerais
Instituição de Conselho Sacerdotal das diversas bandeiras e nações de matriz africana



Proposta
Censo 2010 está na mira do fórum

De acordo com a coordenadora estadual do Coletivo de Entidades Negras de Minas Gerais, Dikota Djanganga, uma das primeiras ações que o Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana adotará está relacionada ao Censo Demográfico 2010.

“Já estamos trabalhando em um planejamento sobre o Censo do ano que vem. Nossa ideia é uma modificação no questionário que possa abranger as religiões de matriz africana. Vamos abraçar essa proposta”, afirma.

Segunda ela, a ideia é realizar um amplo mapeamento para saber quantas pessoas adotaram a religião de matriz africana e qual delas seguem. “Temos a necessidade de identificar isso”, afirma. (FC)

Fonte: Jornal O Tempo

Lançado, em Belo Horizonte, o Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana

postado em 12/12/2009 06:51 por Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana   [ 12/12/2009 12:51 atualizado‎(s)‎ ]

10/12/09
 
Este dia 10 de dezembro, data em que é comemorado o Dia Internacional dos Direitos Humanos, ficará marcado na memória dos religiosos de matriz africana que participaram da audiência pública, no Plenarinho IV da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, onde foi lançado o Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana.
 
 
 
 
A INICIATIVA
Partiu dela, Dikota Djanganga, Coordenadora Estadual do Coletivo de Entidades Negras do Estado de Minas Gerais, o primeiro passo, no Estado, para a concretização de um espaço político, não governamental e apartidário, para discussão,  deliberação, reflexão, formulação de propostas, troca de experiências, articulação, mobilização e engajamento de pessoas, voltado para assuntos de interesse da religiosidade de matriz africana, aberto a religiosos e representantes de comunidades tradicionais de candomblé, de umbanda, de reizado/reinado/congado e de espaços considerados sagrados por essas religiões.
 
Apesar de todo o seu trabalho para o lançamento do Fórum Mineiro, Djanganga conhece o seu lugar, junto a outras ekejis, ogãns, tatas, kotas e makotas, e entende que o espaço deve ser coordenado pelos "mais velhos" na hierarquia religiosa - Gayakus, Etemis, Ialorixás, Babalorixás, Mametus e Tatetus.  Seu desejo e expectativa é que o Fórum discuta temas tais como: intolerância religiosa, segurança pública, extermínio de jovens adultos, agressões ao meio ambiente, poluição das águas, desmatamento e extinção de árvores sagradas, expansão imobiliária, aborto, entre outros.
 
 
A COMISSÃO EXECUTIVA
O CEN-MG, dentro da Comissão Executiva, contou com um trabalho de articulação integrado e eficiente de seus coordenadores de religiosidade de matriz africana: Ialorixá Mãe Teresa D'Oxum, da Associação Espírita Pai Caetano, em Contagem/MG; Doté Anderson d'Logun Edé, do Ilê Axé Odé Omila, em Belo Horizonte/MG; Tatetu Aladey, da Manzo Ngunzo Amazilemba, em Coronel Fabriciano/MG e Tatetu Kamunan, da Manzo Gidangi Kasange, em Ipatinga/MG.
 
E foi decisiva a participação e representatividade da Doné Sandra de Vondun Jó, que com seriedade e determinação, motivou a presença de seletos representantes da Nação JêJê Mahin, inclusive a Doné Ruth de Aziri, da  Associação Espírita de Culto Afro Brasileiro Ya Aboring, a mais antiga iniciada da Nação JêJê Mahin em Minas Gerais.
 
Doné Sandra de Vodun Jó, obteve autorização de seus mais velhos, da cidade de Cachoeiro/BA,  para falar por sua Raiz, e representa, na Comissão Executiva, a Kue de Oya, do Huntó Nein de Otolu; o Seje Axé Abehuntó, do Hugan Jorge de Agué;  o Humkpame Ayono Huntologi, do Hugan Doca de Odé; o Ylê Alaketu Yá Ossum, do Babalorixá Hélio da Ossum; e a  Sociedade da Guarda de Moçambique de São Sebastião do Reino de Nossa Senhora do Rosário, de Antonio Cesar Ward.
 
 
PRESENÇA ILUSTRE
Convidado para compor a mesa de abertura da audiência pública de lançamento do Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana, o Ogãn de Ewá Marcos Fábio Rezende Correia, Coordenador Nacional do Coletivo de Entidades Negras saiu do Rio de Janeiro, onde participava de um seminário, para prestigiar o evento.  Sua presença contribuiu com informações atualizadas sobre o Fórum Nacional, enriquecendo os debates.
 
 
PRESENÇA ESPECIAL
Uma presença muito especial foi registrada durante o lançamento do Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana: A Sra. Apparecida Rodrigues, Rainha da Guarda de Moçambique de São Sebastião do Reino de Nossa Senhora Do Rosário.
 
Acompanhada pelo Huntó Aldair de Otolé, Apparecida Rodrigues prestigiou toda a audiência pública da assistência do plenarinho IV.
 
 
A CARTA DE MINAS GERAIS
Na reunião de 04/12/09 da Comissão Executiva do Fórum Mineiro, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, foi aprovada a elaboração de uma carta de apresentação do Fórum e solicitação de apoio da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais para algumas ações em benefício da religiosidade de matriz africana no Estado. O documento foi elaborado pelo Jurídico do CEN-MG e lido, durante a audiência pública de lançamento do Fórum Mineiro pelo Tatetu Aladey, da Manzo Ngunzo Amazilemba de Coronel Fabriciano/MG, e pelo Tatakambono Xicarangome N'kose Lepan, da Associação Espírita Pai Caetano de Contagem/MG.
 
A Carta de Minas Gerais foi entregue ao Deputado Padre João por Dikota Djanganga, Coordenadora Estadual do CEN-MG.
 
 
A PARTICIPAÇÃO DO CONUB
Assim que recebeu o convite, o Coordenador do Conselho Nacional da Umbanda do Brasil em Minas Gerais, Sérgio Yorotaman, manifestou, por sua instituição, o desejo de apoiar o evento, colocando-se à disposição.
 
Durante a audiência pública, enquanto convidado para compor a mesa de abertura, Sérgio Yorotaman informou que o CONUB estará participando ativamente da construção do Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana. 
 
 
A PARTICIPAÇÃO DA SECRETARIA DE ESTADO DE TURISMO 
Convidada a participar do lançamento do Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana, a resposta da Secretaria de Estado de Turismo foi positiva. Ela disponibilizou uma base móvel, estrategicamente estacionada na entrada do Hall das Bandeiras, onde foram disponibilizadas, aos cidadãos que ali transitavam, informações sobre os circuitos turisticos no Estado.
 
 
AGRADECIMENTOS
A Comissão Executiva do Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana agradece ao Deputado Durval Angelo, aos funcionários de seu gabinete, em especial à Taciana e ao Tiago, à Comissão de Direitos Humanos, que requereu a audiência pública na ALMG para o lançamento do Fórum;
 
Agradece aos religiosos convidados para comporem a mesa de abertura da audiência pública, em especial ao Doté Anderson d'Logun Edé e seus filhos, do Ilê Axé Odé Omila; ao Tatetu Aladey, da Manzo Ngunzo Amazilemba de Coronel Fabriciano/MG;  ao Sérgio Yorotaman, Coordenador Estadual do CONUB em Minas Gerais; à Doné Sandra de Vodun Jó, representante de seletas Casas da Nação Jê Jê Mahin; à Doné Ruth de Aziri, da Associação Espírita de Culto Afro Brasileiro Ya Aboring; à Ialorixá Mãe Teresa D'Oxum, da Associação Espírita Pai Caetano, de Contagem/MG; ao Ogãn de Ewá Marcos Fábio Rezende Correia, Coordenador Nacional do Coletivo de Entidades Negras, do Ilê Axé Oxumarê de Salvador/BA; e ao Tatetu Kamunan, da Manzo Gidangi Kasange de Ipatinga/MG, que abrilhantaram, com suas presenças e seus conhecimentos, o lançamento do Fórum Mineiro;
 
Agradece às Sacerdotizas e aos Sacerdotes, aos ogãns, às ekejis e todos que, assumindo e mostrando, sem preconceito, sua religiosidade de matriz africana, prestigiaram a audiência pública.
 
Agradece, finalmente, à Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais, pela parceria, e aos  Coordenadores do CEN-MG: Dikota Djanganga (Coordenação Estadual), Dra. Renata de Oliveira Lima e Tatakambono Xicarangome N'kose Lepan (comunicação) e Dra. Sandra Mara Albuquerque Bossio (Jurídico), pelo trabalho pontual, dedicado e integrado, sem o que o lançamento do Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana não teria acontecido.
 
 
 

Adeptos do candomblé e umbanda de Minas Gerais lançam fórum e pedem respeito

postado em 11/12/2009 06:40 por Coletivo de Entidades Negras do Estado de Minas Gerais

10/12/09
 
Representantes do candomblé e da umbanda lançaram nesta quinta-feira (10/12/09), em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o Fórum Mineiro das Religiões de Matriz Africana. Na ocasião, eles apresentaram a Carta de Minas Gerais, com os objetivos do fórum e algumas reivindicações, entre elas o combate ao preconceito racial e à intolerância religiosa. A audiência, requerida pelo presidente da comissão, deputado Durval Ângelo (PT), discutiu a situação das religiões de origem africana em Minas, sobretudo a discriminação sofrida pelos praticantes.

Durval lembrou que a reunião foi realizada no Dia Internacional dos Direitos Humanos. O deputado disse que a comissão decidiu discutir nesta data a intolerância contra o candomblé e a umbanda porque as diferenças religiosas têm sido usadas como justificativa para a opressão e a exclusão de determinados grupos sociais. Segundo ele, a perseguição contra religiões de origem africana parte principalmente de evangélicos e católicos de orientação pentecostal. Durval defendeu a liberdade de culto e citou, como exemplo, uma frase do líder budista Dalai Lama: "A melhor religião é aquela que te faz melhor".

O deputado Padre João (PT) afirmou que uma religião verdadeira e autêntica "comunica o amor", e que o desdobramento disso é o respeito, a valorização e a promoção da vida. "Não é autêntica a religião que semeia a discórdia, a desavença, o ódio ou que nega a vida", acrescentou.

Mobilização nacional -

O coordenador nacional do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Marcos Rezende, disse que há um esforço em todo o País para o lançamento de fóruns estaduais que representem os interesses das religiões de matriz africana. O objetivo é reuni-los num fórum nacional, a partir do ano que vem. Na opinião de Rezende, a união dessas manifestações numa só entidade é um momento histórico.

O coordenador do CEN afirmou ainda que as religiões de matriz africana tradicionalmente valorizam o papel da mulher, dos negros, dos idosos e reconhecem a liberdade de culto. "Se há um segmento religioso que respeita a diversidade é o nosso", disse Rezende, que integra o terreiro de candomblé Ilê Axé Oxumaré.

Para o coordenador do Conselho Nacional da Umbanda em Minas Gerais, Sérgio Yorotaman, as religiões de origem africana devem lutar pela divulgação do seu trabalho, sua cultura e suas manifestações artísticas e religiosas. "Uma forma de combater o preconceito é divulgar. As pessoas criam mitos porque não nos conhecem", declarou ele, ao comentar associações equivocadas entre esses cultos e rituais macabros. "A falta de conhecimento é o que leva à discriminação. Nós temos a obrigação de informar as pessoas que o culto aos voduns, aos orixás, não é magia negra nem magia branca, é energia", acrescentou Sandra de Vodun Jó, representante da nação Jeje Mahin do candomblé.

Ruth de Aziri, que representou a Associação Espírita de Culto Afro-Brasileiro Ya Aboring, disse que o objetivo do lançamento do Fórum Mineiro das Religiões de Matriz Africana é que essas manifestações sejam respeitadas e reconhecidas. Tatetu Kamunan, dirigente de um terreiro de candomblé em Ipatinga (Vale do Aço), reivindicou ainda a criação de uma data comemorativa dedicada aos cultos afro-brasileiros em Minas.

Tatetu Aladei, que dirige um terreiro em Coronel Fabriciano (Vale do Aço), celebrou o lançamento do fórum, mas alertou que, muitas vezes, há intolerância dentro do próprio candomblé. Ele defendeu a união de todas as correntes das religiões de matriz africana para lutar por seus interesses.

Durante a audiência, adeptos do candomblé fizeram uma apresentação de músicas associadas ao culto.
 
Fonte: ALMG
 

Comissão Organizadora do Fórum Mineiro se reune no Sindicato dos Jornalistas

postado em 05/12/2009 08:54 por Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana   [ 05/12/2009 09:33 atualizado‎(s)‎ ]

04/12/09
 
Nesta sexta-feira, integrantes da Comissão Organizadora do Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana se reuniram no Sindicato dos Jornalistas para avaliar a mobilização dos religiosos de matriz africana para o lançamento do Fórum e aprovar a elaboração e apresentação de um documento à Comissão de Direitos Humanos da ALMG, solicitando a inserção de festas e roteiros da religiosidade de matriz africana no calendário oficial de eventos do Estado, e sobre a criminalização da intolerância religiosa.
 
O CEN-MG participou da reunião com sua coordenadora estadual, Dikota Djanganga, dois de seus quatro coordenadores da religiosidade de matriz africana: Ialorixá Mãe Teresa D'Oxum, da Associação Espírita Pai Caetano, e Doté Anderson d'Logun Edé, do Ilâ Axé Odé Omila; com sua coordenadora de comunicação, Dra. Renata de Oliveira Lima, e com o Jurídico, Dra. Sandra Mara Albuquerque Bossio. As Sacerdotizas Doné Ruth de Aziri e Doné Sandra de Vodun Jó, da Nação Jê Jê Mahin, também prestigiaram a reunião, juntamente com o Doté Ronie Pereira e a Ekeji Kely Cristina, do Rumpayme Geleci, e o Etemi Gilmar de Oxalá, do Ilê Axé Odé Omila.
 
 
 

 

CONUB poderá participar do lançamento do Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana

postado em 05/12/2009 08:15 por Coletivo de Entidades Negras do Estado de Minas Gerais

04/12/09
 
O Coordenador do Conselho Nacional da Umbanda do Brasil - CONUB - em Minas Gerais, Sérgio Yorotaman, enviou mensagem ao CEN-MG, manifestando a possibilidade de estarem presentes ao lançamento do Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana, no próximo dia 10 de dezembro, as 15 horas, no Plenarinho IV da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.
 
O CONUB, com sede no Estado de São Paulo, nasceu durante os mais de 100 diálogos intra-religiosos realizados na FTU - Faculdade de Teologia Umbandista. Assinaram sua ata de fundação Pai Jamil Rachid - Presidente da União de Tendas do Brasil, Pai Cássio Ribeiro - Presidente da Federação de Umbanda e Candomblé de Diadema, Pai Joãozinho das Sete Pedreiras - Presidente do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo, Mãe Bete de Oxum, Mãe Vera de Yemanjá, Mãe Maria Aparecida - Presidente do Primado de Umbanda de São Paulo, Mãe Márcia Pinho - Presidente da Fundação Ycaraí, Pai Varela - Presidente da Federação Pai Tupinambá e Pai Demétrio - Presidente da Associação Paulista de Umbanda, entre outros.
 

Ilê Asé Obá Àfónjà parabeniza a criação do Fórum Mineiro

postado em 05/12/2009 08:05 por Coletivo de Entidades Negras do Estado de Minas Gerais

03/12/09
 
Convidado pelo Coletivo de Entidades Negras do Estado de Minas Gerais, a participar da audiência pública convocada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, para discutir a situação das religiões de matriz africana no Estado, o Babalorisá Michel de Sàngó, do Ilê Asé Obá Àfónjà - Casa de Xangô, assim se manifestou:
 
"é com extremo orgulho q envio esse email,quero parabenizar a todos por mais essa conquista.
e deixo desde já registrado minha humilde presença, e reitero isso a todos de minha região aqui do sul de minas
visitem www.casadexango.ning.com e veja como estamos tentando unir  o candomblé mineiro e nacional.
abraços a todos!!
Motumbá
babalorisá Michel de Sàngó
 ilê asé obá ÀFÓNJÀ
  CASA DE XANGÔ
 
 

Representantes da Comissão Organizadora discutem detalhes do lançamento do Fórum

postado em 29/11/2009 06:06 por Coletivo de Entidades Negras do Estado de Minas Gerais

25/11/2009
 
Dikota Djanganga, representando a Associação Espírita Pai Caetano (Mãe Teresa D'Oxum), o Ilê Axé Ode Omila (Doté Anderson d'Logun Edé), a Manzo Ngunzo Amazilemba (Tet'Etu Aladey), a Manzo Gidangi Kassange (Tat'Etu Kamunam) e a Associação de Umbanda e Candomblé do Estado de Minas Gerais (Tat'Etu Yalêmin), acompanhada do Jurídico do CEN-MG, e a Doné Sandra de Vodun Jó, representando a Sociedade da Guarda de São Sebastião do Reino de Nossa Senhora do Rosário (Antonio Cesar Ward), o Kue de Uya (Huntó Nein de Otolu), o Seje Axé Abehuntó (Hugan Jorge de Agué), Humkpame Ayono Huntologi (Hugan Doca de Odé) e o Ylê Alaketu Yá Ossum (Pai Hélio da Ossum), todos integrantes da Comissão Organizadora e Executiva do Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana, estiveram nesta quarta-feira, no gabinete do Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, para tratarem de detalhes para o lançamento do Fórum no próximo dia 10 de dezembro.
 
 
 
 
Foi solicitado ao gabinete a impressão de convites para distribuição nos espaços sagrados da religiosidade de matriz africana, bem como o envio de ofícios a alguns órgãos do poder público, convidando-os a participarem do evento.
 
Após deixarem a ALMG, as representantes da Comissão Organizadora e o Jurídico do CEN-MG continuaram a reunião na Praça da Assembléia, quando se juntou ao grupo Sergio Hirle de Souza, Diretor Social do Consep 5,que em muito contribuiu com idéias e sugestões para a audiência pública.
 
Uma última reunião com a Comissão Organizadora foi marcada para o dia 4 de dezembro de 2009, das 9 as 12 horas, no Sindicato dos Jornalistas.
 

Convite para o Lançamento do Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana

postado em 29/11/2009 05:59 por Coletivo de Entidades Negras do Estado de Minas Gerais

ALMG envia convite dos integrantes da mesa de abertura da audiência pública

postado em 29/11/2009 05:39 por Coletivo de Entidades Negras do Estado de Minas Gerais

19/11/2009
 
Nem bem os integrantes da delegação do CEN-MG colocaram o pé no caminho, rumo a Salvador/BA, para participarem da 1ª Caminhada Nacional pela Vida e Liberdade Religiosa, a Assembléia Legislativa de Minas Gerais enviou os convites para as autoridades que irão compor a mesa de abertura da Audiência Pública onde será lançado o Fórum Mineiro de Religiões de Matriz Africana.
 
A Audiência Pública acontecerá no dia 10 de dezembro de 2009, as 15 horas, no Plenarinho IV da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, na Rua Rodrigues Caldas, nº 30, bairro Gutierrez, em Belo Horizonte, a requerimento do Deputado Durval Angelo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG, por solicitação de Dikota Djanganga, Coordenadora Estadual do CEN-MG e do Tat'Etu Yalêmin, Vice-presidente da Associação de Umbanda e Candomblé do Estado de minas Gerais - AUC MG.
 
A data não poderia ser mais significativa, pois é o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
 
 

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